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Arco Clinic
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La Pedrera, de Júlia Caixeta, emoldurada sobre o painel de madeira da Arco Art Gallery

Exposição

Entre Arcos

Júlia Caixeta

27 de agosto de 2026 — 30 de novembro de 2026

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Entre Arcos, mostra que inaugura a Arco Art Gallery, reúne seis trabalhos de Júlia Caixeta em que arquitetura, travessias e fé desenham um percurso entre cidades e fases da vida — de Barcelona a Brasília, de Montevidéu ao tempo do descanso. Os arcos que dão nome à exposição são os das obras — a curva de Gaudí, a Ponte JK — e também os do próprio espaço que as recebe. Entre uns e outros, o que se atravessa é sempre uma passagem: de uma margem à outra, de quem se era a quem se está se tornando.

Obras

Obras da exposição

La Pedrera, de Júlia Caixeta, emoldurada sobre o painel de madeira da Arco: acrílica sobre fotografia da Casa Milà, em Barcelona
Disponível

La Pedrera

Júlia Caixeta, 2026

Acrílica sobre fotografia · 50 × 60 cm

A imagem retrata a Casa Milà (La Pedrera), em Barcelona, uma das obras mais emblemáticas de Antoni Gaudí. Sua arquitetura rompe com a rigidez e se entrega ao movimento: linhas onduladas que rejeitam a linearidade e acolhem o fluxo. Ao destacar essas curvas, a obra chama atenção para aquilo que também se revela na vida: os caminhos não são retos. Eles se dobram, contornam, desaceleram, recomeçam. Há uma beleza no que não é previsível. O percurso curvo não é desvio, e sim formação. É nesse movimento orgânico que a gente se encontra, se reorganiza e continua. Mesmo sem linhas exatas, existe direção.

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Travessia, de Júlia Caixeta: tríptico em técnica mista sobre a Ponte JK, em Brasília, instalado na parede da Arco
Disponível

Travessia

Júlia Caixeta, 2026

Técnica mista · 60 × 100 cm

A Ponte JK, em Brasília, atravessa a paisagem como um símbolo de passagem — não apenas entre margens, mas entre fases da vida. Foi nesse lugar que se consolidaram escolhas, formação e direção. Os elementos inseridos na cena revelam fragmentos dessa história: a presença da Marinha marca um tempo de disciplina, entrega e serviço, onde identidade e propósito começaram a ganhar forma. A ponte, então, deixa de ser apenas estrutura e se torna processo. Ela sustenta o movimento entre quem se era e quem se está se tornando.

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Palacio Salvo, de Júlia Caixeta: acrílica sobre tela com o Palacio Salvo, em Montevidéu, e palmeiras em primeiro plano
Disponível

Palacio Salvo

Júlia Caixeta, 2026

Acrílica sobre tela · 50 × 60 cm

Ao fundo, surge o Palacio Salvo, em Montevidéu. Um marco arquitetônico que atravessa o tempo e se mantém como símbolo de história, construção e permanência. Sua verticalidade aponta para o alto, como quem lembra que existem estruturas que se formam ao longo dos anos, e não no imediato. Sobre esse cenário sólido, as palmeiras aparecem como um contraponto: elas não crescem na pressa, mas no ritmo certo. Representam o descanso, o lugar de pausa consciente. Estar debaixo delas é escolher confiar, parar e permanecer.

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Voos altos, de Júlia Caixeta: acrílica sobre fotografia com balões, plantas e três pássaros
Disponível

Voos altos

Júlia Caixeta, 2026

Acrílica sobre fotografia · 60 × 60 cm

Os balões representam aquilo que é inusitado e transitório, que pode ir para vários lugares. Neles, plantas e sementes desenham memórias de crescimento — raízes que vão se formando, no tempo certo. Criamos raízes para então voar e atravessar. Os três pássaros simbolizam o Pai, o Filho e o Espírito. Quando confiamos n'Ele, mesmo sem entender para onde estamos indo, somos moldados e sustentados. As raízes que não vemos ainda estão sendo construídas, preparando-nos para ir mais longe.

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Descanso, de Júlia Caixeta: acrílica sobre fotografia com palmeira
Disponível

Descanso

Júlia Caixeta, 2026

Acrílica sobre fotografia · 60 × 60 cm

Inspirada em Eclesiastes 3:1, que nos lembra que há tempo para todas as coisas, essa obra traz a palmeira como símbolo do descanso em Deus. Para compreender esse tempo, é preciso aprender a parar, confiar e permanecer. O descanso não aparece como ausência de movimento, mas como lugar de entrega — onde o coração se aquieta para reconhecer os ciclos. É nesse espaço que o tempo deixa de ser ansiedade e passa a ser propósito. E é então, nesse ritmo certo, que vem a colheita: os frutos daquilo que Deus preparou, no tempo exato.

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Aquilo que se leva, de Júlia Caixeta: acrílica sobre fotografia com figura sustentando balões e um pássaro em travessia
Disponível

Aquilo que se leva

Júlia Caixeta, 2026

Acrílica sobre fotografia · 90 × 80 cm

Uma cena de travessia interna: a figura que sustenta os balões não carrega apenas palavras, mas experiências integradas — aquilo que se torna recurso vivo no corpo e na relação. Amor, ciência, domínio, sabedoria, paciência e segurança são exemplos do que aparece como forças que podem ser levadas adiante: não como ideias abstratas, mas como algo que se experimenta e se incorpora. O pássaro atravessa o espaço como quem não se fixa, simbolizando a liberdade de transitar, de ampliar fronteiras e permitir que o conhecimento circule, encontrando novos contextos e sentidos.

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Retrato de Júlia Caixeta sorrindo, sentada, em vestido branco

Sobre o artista

Júlia Caixeta

Júlia Caixeta é a artista de Entre Arcos, mostra que inaugura a Arco Art Gallery, aberta junto com a clínica em agosto de 2026. Biografia completa em breve.

Instagram · @juliacaixetaoficial

Agenda

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